Um causo fitness
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| Obra: Wheat Fields, 1670, Jacob van Ruisdael. Metmuseum. |
Agachando, levantando uns trinta quilos, a gay fazia caras e bocas tentando, no supremo estado de baixa autoestima, ficar com uma perna de influenciador fitness e uma bunda de dar inveja a qualquer uma que olhe. Tenta. Tentar sempre pode.
De repente, a gay fica branca e busca o chão como apoio para a sua tontura. Ao sentar-se, a tripa do cu dá sinal de vida e lá vai a gay, disfarçadamente, para o banheiro. E embora seu costume roceiro seja sempre agachar em qualquer moita para despejar o barro, o vaso sanitário ainda é um desafio para quem busca na cidade um refúgio do bucolismo da vida no campo. Talvez seja por isso, essa falta de hábito em usar um banheiro, que tenha feito a gay não se atentar ao básico - trancar a porta do banheiro.
Agoniada com a bosta avançando pela tripa do cu, a gay tirou seu short de beijador de rapazes e subiu no vaso sanitário - literalmente - à semelhança do que faz nas estradas de barro da roça. Subiu no vaso e ficou de cócoras, aguardando o relaxamento necessário para aliviar sua tripa anal.
Foi quando deu-se a danação.
Súbito, a porta abriu e alguém entrou no banheiro. E viu, como quem vê um absurdo materializado, a bicha acocorada no vaso sanitário, com a bosta prestes a cair. E se já estava branca, ficou lívida.
A cena grotesca, no início da manhã, serviu de recordação de outra criatura que, cagando da mesma forma, morreu em decorrência da quebra do vaso sanitário, que lhe rasgou uma artéria. Essa pobre criatura, agonizando entre sangue e bosta, morreu ali mesmo.
Por sorte, essa outra, não teve o mesmo fim, ainda.
É assim que se fazem as notícias fitness e nem sempre é por causa de um banheirão.

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