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Um causo fitness

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Obra: Wheat Fields, 1670, Jacob van Ruisdael. Metmuseum.   Agachando, levantando uns trinta quilos, a gay fazia caras e bocas tentando, no supremo estado de baixa autoestima, ficar com uma perna de influenciador fitness e uma bunda de dar inveja a qualquer uma que olhe. Tenta. Tentar sempre pode. De repente, a gay fica branca e busca o chão como apoio para a sua tontura. Ao sentar-se, a tripa do cu dá sinal de vida e lá vai a gay, disfarçadamente, para o banheiro. E embora seu costume roceiro seja sempre agachar em qualquer moita para despejar o barro, o vaso sanitário ainda é um desafio para quem busca na cidade um refúgio do bucolismo da vida no campo. Talvez seja por isso, essa falta de hábito em usar um banheiro, que tenha feito a gay não se atentar ao básico - trancar a porta do banheiro. Agoniada com a bosta avançando pela tripa do cu, a gay tirou seu short de beijador de rapazes e subiu no vaso sanitário - literalmente - à semelhança do que faz nas estradas de bar...

Vida e morte

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Obra: Dune Landscape with Oak Tree. Jacob van Ruisdael. 1650-1655. Tem gente que morre aos poucos, em doses homeopáticas. Uns sentam toda tarde, com u cigarro entre os dedos da mão direita e um copo de café na esquerda enquanto o tempo passa lento, trazendo as sombras da noite. Outros, com menos coragem, jogam-se de pontes e viadutos, sem aviso e sem lamúrias. E aqueles que vivem a rotina, acordando todas as manhãs para fazer a vontade alheia, para beijar a mão dos seus amos, morrem rápido, mas não sem dor. Tem gente que escolhe morrer quando pode viver. Morrer é fácil. Engole-se comprimidos; respira-se gás venenoso; atira-se fogo; obedece-se cegamente a qualquer um; recusa-se a comer; corta-se os pulsos; joga-se na frente de um caminhão... Viver é difícil porque exige coragem e muita força de vontade. Para viver é preciso dizer não aos outros com muita frequência e estraçalhar, sem piedade, a vaidade daqueles que tentam escravizar-nos. Viver exige a solidão de estar no cami...