O dia depois do pós-festa
Obra: Sem título. 1890. Charles Ethan Porter. Metmuseum. Agora as falsas alegrias começam a se dissipar. As luzes de um natal recente ainda estão acesas sob o domínio do cristofascismo que amordaça o bom senso e perpetua os preconceitos e as violências veladas e dissimuladas. Um pouco mais mercantil, as faturas das contas ordinárias começam a chegar com o valor do riso fácil anunciando que tudo tem um preço. Os chefes, exercendo seus pequenos poderes a mando do Capitalismo, já avisam que as horas felizes precisarão de compensação porque nenhuma pseudo felicidade sai impune. E olhando bem para a parentela que se demora a ir embora, velhas feridas saltam aos olhos. As rugas não protegem os velhos cretinos das suas atrocidades, as matronas não podem ser perdoadas por suas vilanias e a prisão familiar, por conseguinte, não sustenta a união que tanto apregoa. Assim, entre uma bebedeira e a fumaça dos fogos que amedrontaram os animais não-humanos durante vis minutos, p...