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A vitória da direita brasileira

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Obra: Hat, 1885, Mme. Mantel. Metmuseum.   Malhar não é uma tarefa fácil - e isso não quer dizer que não seja, até certo modo, prazerosa. Você vai lá, agacha de um jeito, levanta de outro, carrega peso, brinca com o peso e se sente sempre diminuído pelo resultado porque sempre há alguém com o perfil que você quer e que ainda não alcança.  Fora as questões pessoais e corporais, ainda a convivência com uma diversidade de criaturas estranhas que lutam ferozmente contra o espelho e à procura da aprovação alheia. Mulheres com a bunda e os peitos caindo na velocidade da luz a cada dia que se aproxima da velhice que bate à porta. Homens que querem um braço maior e uma perna grande e que lutam ardentemente para não parecer afeminado demais.  Nesse limbo que se extingue e se refaz todos os dias, ouvi certa manhã desse ano que mal começou um pobre de direita, com um automóvel popularíssimo e mal vestido como todo homem que tem sérios problemas com a própria masculinidade, e um...

Decolonialidade a serviço do colonizador

 Os países periféricos são periféricos por obra e domínio contínuo das suas antigas Metrópoles que mantém laços de poder cultural, político e econômico sobre os pobres dos países colonizados. Esses pobres, infelizes e condenados por nascença, sem direito a saneamento básico e sem renda suficiente para a promoção da qualidade de vida e da dignidade humana estão fadados a serem fantoches viciados em redes sociais. Isso não é novidade e os números de seguidores, que agora definem o sucesso profissional daqueles que se sentem amados e admirados pela irrealidade de uma rede de haters que os seguem, e do aumento de influenciadores digitais que se gabam de não conhecer nada além do alfabeto nativo e de pouco dominar a própria língua, são o retrato de uma paisagem complexa e que está além da compreensão desses pobres-diabos que mal acordam e se põem a rolar infinitamente uma tela de smartphone .  Agora, enquanto a educação continua sendo precarizada e a força de trabalho anestesiada ...

Apocalipse

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Pôr do sol em Arapiraca. Foto: Gabriela Santos. Os cristãos se multiplicam como ervas daninhas em um jardim sem dono. Arvoram-se, os cristãos, em uma ilusória santidade e segregam, condenam, julgam, agridem e oprimem todos os que, por tolice ou inocência,  atravessam seu caminho rumo à bajulação eterna. Os cristãos,  esses cristãos,  saem à igreja aos domingos pela manhã com a bíblia no smartphone e a cabeça cheia de depravações para adorar um Deus indignado,  omisso e onisciente. À noite,  vão a um motel com a bicha enrustida da rua ou a um terreno baldio com alguma mulher "do mundo".  E se o sexo não é mais viável,  sentam-se às portas procurando motivos para  parecerem  santos às custas de fofoca sobre a vida alheia. Os cristãos modernos, à semelhança dos antigos, criam igrejas, dizem-se protestantes, fotografam-se com a família "perfeita" e criam a fogueira na qual, mais cedo ou mais tarde, também serão queimados junto com...

Folclore cristão

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Foto: Cena da Crucificação. Fonte: LDS Media Domingo de manhã as pessoas saem às ruas, com uma bíblia e um cheiro insuportável de naftaleno, com passos vagarosos, sob o sol forte de Palmeira dos Índios, rumando com um ar presunçoso para igrejas, capelas e salões onde poderão adorar a si mesmas e suas qualidades divinas . E todo o resto, a partir daí,  pode ser descrito como hipocrisia. Essas mesmas pessoas não buscam o sentido de suas vidas vazias ou das respostas às perguntas elementares sobre a vida e o universo porque são incapazes de pensar sobre a própria existência e o sentido da criação. Elas acreditam no folclore de um bandido morto e crucificado que, supostamente, ressuscitou no terceiro dia para pagar pelos pecados da humanidade - pecados estes que não param de crescer. O mito folclórico perde a graça quando os honrados homens e as donas de casa ímpares precisam aplicar às suas vidas os princípios básicos da criação e vida humana. Elas acreditam que, talve...