Serra do Goití - Palmeira dos Índios - AL A vida é uma ladeira! Ladeira que nem sempre é tão íngreme como muitos gostariam, nem tão leve como deveria ser para acomodar-nos entre cobertas e vícios – muito embora cultivemos alguns – e deixar os sonhos levar-nos entre desafios e dores. E dessa ladeira tão estranha e intrincada, trincada pelas manias de reclamações, todos vão subindo a tal da ladeira. É preciso esforço para subir e aproveitar a vista, a brisa – ou as rajadas de vento -, os casos de amor e as reviravoltas do meio do caminho. E nesse caminho sempre tão intenso, há quem se torne cansativo pelos hábitos de falar do trabalho e nele esconder-se da realidade, sempre nua a buscar um parceiro para as saídas noturnas. Há quem não veja mais que a feiura do lixo que o serviço público não recolhe. Há quem não exista sem uma companhia. Há quem não esteja se importando com nada além de estar bem. Há quem procure entre brigas onde não existe nada além do nada. E todos s...
Café da Manhã, UFS A rotina da Universidade federal de Sergipe, Cidade Universitária Prof . José Aloísio de Campos, foi alterada nos principais horários de funcionamento. O movimento ' Levante Popular da Juventude ' mobilizou, de forma ordeira e bem criativa os universitários. A manhã foi iniciada com um bom café da manhã, que livrou muitos alunos do sono e do ostracismo das aulas; para aqueles que não tiveram as primeiras aulas, mas foram para a UFS, foi uma boa recepção. O interessante é o comportamento humano em situações como essa: as pessoas simplesmente tem medo de aderir ao movimento. O detalhe é que o café da manhã era destinado aos calouros e aos demais estudantes. A timidez, ou seja lá o que for, impede que os indivíduos interagem e conheçam a organização que os abriga. O café foi ótimo, uma pena que foi só hoje! Durante o almoço, no Restaurante Universitário, o ' Levante Popular da Juventude ' tornou a espera nas filas agradável com apresentaçõe...
Obra: The Yellow Room, 1883–84, James McNeill Whistle r. Metmuseum. Os condomínios jamais deixam de ser cortiços habitados por favelados que insistem em querer se distinguir dos irmãos dos morros. Uns sobre os outros, os favelados condominiais se ouvem, se falam com a mediação das paredes, exaltam-se sob a justificativa de uma classe média persistentemente doente e sem vida, dedicada a manter a idolatria da classe imediatamente superior e a oprimir as classes que estão abaixo da hierarquia social. Entretanto, em algumas horas e em momentos tão particulares, os favelados do condomínio exibe toda a sua similaridade com os demais. Gemidos que reverberam através das frestas e tomam os corredores dos andares imediatamente superior e inferior, chocando os ouvidos dos que não transam e que estão acorrentados em aparências. Gemidos e batidas que dão motivo a reuniões indignadas de favelados - digo, condôminos. E, quando o barulho é um problema, castram-se sonoramente. A o...
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