Serra do Goití - Palmeira dos Índios - AL A vida é uma ladeira! Ladeira que nem sempre é tão íngreme como muitos gostariam, nem tão leve como deveria ser para acomodar-nos entre cobertas e vícios – muito embora cultivemos alguns – e deixar os sonhos levar-nos entre desafios e dores. E dessa ladeira tão estranha e intrincada, trincada pelas manias de reclamações, todos vão subindo a tal da ladeira. É preciso esforço para subir e aproveitar a vista, a brisa – ou as rajadas de vento -, os casos de amor e as reviravoltas do meio do caminho. E nesse caminho sempre tão intenso, há quem se torne cansativo pelos hábitos de falar do trabalho e nele esconder-se da realidade, sempre nua a buscar um parceiro para as saídas noturnas. Há quem não veja mais que a feiura do lixo que o serviço público não recolhe. Há quem não exista sem uma companhia. Há quem não esteja se importando com nada além de estar bem. Há quem procure entre brigas onde não existe nada além do nada. E todos s...
O contraditório termo desenvolvimento sustentável tem inquietado certas alas acadêmicas que não o aceitam como balizador das reformas nas políticas e práticas ambientais. Alegam, como se pode ver em algumas situações, que o desenvolvimento não pode ser sustentável e chegam aos extremos, em bandeiras que somente um aristocrata moderno com uma miríade de servos pode levantar. O fato é que esse termo é a base, de um jeito ou de outro, de práticas que demoraram a ser popularizadas nos ambientes corporativos ocidentais (o gigante oriental tem uma política muito clara sobre o uso dos recursos naturais e de como pode manejá-los em todo o globo, que não surpreende ninguém, mesmo sendo muito polêmico). Disso vemos a corrida pelo pódio de empresa com melhores práticas de ESG - nenhuma pessoa jurídica quer ter seu sistema produtivo ameaçado, e a publicidade agressiva tentando forçar os novos currículos profissionais no caminho de um corporativismo "ambientalmente sustentável" No entan...
Obra: The Yellow Room, 1883–84, James McNeill Whistle r. Metmuseum. Os condomínios jamais deixam de ser cortiços habitados por favelados que insistem em querer se distinguir dos irmãos dos morros. Uns sobre os outros, os favelados condominiais se ouvem, se falam com a mediação das paredes, exaltam-se sob a justificativa de uma classe média persistentemente doente e sem vida, dedicada a manter a idolatria da classe imediatamente superior e a oprimir as classes que estão abaixo da hierarquia social. Entretanto, em algumas horas e em momentos tão particulares, os favelados do condomínio exibe toda a sua similaridade com os demais. Gemidos que reverberam através das frestas e tomam os corredores dos andares imediatamente superior e inferior, chocando os ouvidos dos que não transam e que estão acorrentados em aparências. Gemidos e batidas que dão motivo a reuniões indignadas de favelados - digo, condôminos. E, quando o barulho é um problema, castram-se sonoramente. A o...
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